MÚSICA CLÁSSICA

Na linguagem comum o termo “música clássica” quer dizer música erudita. Diferentemente do que se possa imaginar a música clássica determina um período na história da música.

O período clássico foi curto em duração mas muito importante e rico para a música. O Classicismo tento, mais uma vez, fazer renascer os valores da Antiguidade greco-latina. A arquitetura, pintura e literatura possuíam exemplos concretos aos quais podiam se basear, mas a música não.
Na realidade os exemplos de música da Antiguidade são raros até hoje. Assim sendo a música desta época tentou fazer refletir em suas composições a clareza das formas e estruturas bem montadas.
A sociedades desta época também já não era mais fundamentada sobre o sistema feudal. A monarquia perdia sua força enquanto que a burguesia dominava quase totalmente a sociedade. A Revolução Francesa explodiria somente em 1789, mas os anseios de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” já fervia na sociedade havia muito tempo.
Esse “estilo de vida” da sociedade — não mais centrada na nobreza, mas na burguesia  —influenciaria profundamente a vida dos compositores e musicistas da época, já que eles não se reuniriam mais em tomo da corte, mas sobretudo daqueles que pudessem pagar por suas obras, além de que teatros ganhariam prestígio e desempenhariam a função principal antes ocupada nos coros das Igrejas.
A única exceção à regra foi Haydn que ainda compunha para a corte dos Esterházy - uma das famílias mais importantes no Império Austríaco.
As novidades foram o aparecimento das formas Sinfonia, Sonata e Concerto e o surgimento do piano. Antes deste existia apenas o cravo da mesma família, mas era um instrumento pobre em matéria de nuances: tocava somente em uma intensidade. Já o “piano forte”tocava fraco e forte, motivo pelo qual Mozart se encantou com o instrumento apesar de nunca ter visto o piano tal qual conhecemos hoje, pois ele ainda estava se desenvolvendo.
Vários compositores marcaram essa época entre eles podemos citar os filhos de Johann Sebastian Bach: Carl Philipp Emanuel Bach e Johann Christian Bach. Luigi Boccherini — que migrou para Espanha. Domenico Scarlatti — filho do compositor Domenico Scarlatti.
Mas os dois mais “badalados” são Mozart e Haydn — excluindo Beethoven que foi o compositor da transição entre o Classicismo e o Romantismo. As carreiras de ambos parecem antagônicas já que Mozart era um menino prodígio desde muito cedo enquanto que Haydn fez fama já de idade madura. O primeiro morreu jovem e o segundo ancião.
Mozart - filho de outro compositor, Leopold Mozart — era um menino predestinado. Seu pai, percebendo a preciosidade que tinha em suas mãos, abandonou seus cargos de Salisburgo para percorrer a Europa com ambos os filhos — já que a irmã de Wolfgang, Maria Anna, também tocava cravo, às vezes ambos tocavam peças à quatro mãos. Mas a fama e o talento do menino eclipsaram a irmã e logo ele se tornou numa estrela de seu tempo. Basta notar que ele convivia com a corte em Viena. Um exemplo pitoresco é o que quando estava ele numa festa da corte, conta-nos a história, que ele tropeçou e caiu. Risos e brincadeiras brotaram dos meninos de sua idade com exceção de uma menina que o ajudou a levantar: era Maria Antonietta. Diante de tanta gentileza da nobre ele lhe respondeu “Quando crescer, me casarei com você”. Ambos não sabiam que o destino reservava para ela um final trágico: se tornaria rainha da França e seria guilhotinada durante a Revolução Francesa.
Um fato que nos dá prova de sua genialidade foi quando estando em Roma o menino escutou na Capela Sistina o Miserere do compositor Gregorio Allegri. Qual não foi a surpresa do pai ao chegarem no alojamento que o menino havia escrito a partitura da música que tinha ouvido — música esta a 9 vozes e então propriedade exclusiva da Capela Pontificia, a ponto de ser penalizado por excomunhão aquele que possuísse tal partitura fora do Vaticano.
Dentre outras coisas foi Mozart que introduziu a ópera em língua vernácula, antes tido como tabu, podendo-se cantar somente em italiano.
Apesar de tanto sucesso, Mozart morreu misteriosamente aos 35 anos. Segundo estatísticas se ele estivesse vivo lucraria hoje mais que os Beatles, já que 10% dos discos de música clássica são dele.

Por Rodrigo García López Ria
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